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26A: As suas guerras, as nossas mortes

Maria Dantas

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No sábado passado uma manifestação em massa balançou Barcelona em resposta aos atentados do dia 17 de agosto, que causaram 16 mortes e muitos outros feridos. A mobilização foi um enorme sucesso para os movimentos sociais e para o povo catalão.

Os ataques poderiam ter levado a um aumento da islamofobia e dos movimentos fascistas, agora muito fracos na Catalunha pelo trabalho de Unitat Contra el Feixisme i el Racisme. A demonstração em si poderia ter sido um terreno fértil para o sentimento racista e o apoio à intervenção repressiva do Estado, como aconteceu na França após o ataque à revista Charlie Hebdo.

Havia também o precedente das manifestações antiterroristas dos anos oitenta e noventa, contra as ações da ETA. Nelas, não só o PP e o PSOE, mas também Izquierda Unida mostraram seu apoio à brutal repressão ao movimento nacionalista basco. Seguir leyendo 26A: As suas guerras, as nossas mortes

Como funciona o marxismo

Chris Harman

Apresentação à tradução brasileira

O texto que disponibilizamos a seguir é uma tradução do livreto How Marxism Works, de Chris Harman. Publicado pela primeira vez no ano de 1979, teve sucessivas reedições. A tradução que ora apresentamos foi feita com base na edição de 1983.

Apesar do tempo e, obviamente das referências a fatos e acontecimentos um tanto antigos (afinal, muita água rolou nesses 17 anos), o texto permanece essencialmente atual. Nele o leitor encontrará um texto introdutório ao marxismo, escrito de uma forma simples, compreensível, porém sem cair nas armadilhas do simplismo barato. Ao contrário dos manuais e “cartilhas” que à guisa de apresentar uma exposição compreensível das principais categorias marxistas, acabam por vulgarizar o próprio marxismo, o texto de Harman é um convite ao estudo e à reflexão. Simplesmente “abre uma porta” para que o leitor possa a partir dele aprofundar seus conhecimentos e alimentar uma prática socialista e revolucionária conseqüente, na qual a teoria e a prática estão intimamente ligadas.

Chris Harman é dirigente do Socialist Workers’ Party da Grã Bretanha e autor de inúmeros livros, dentre os quais Explaining the crisis, The Lost Revolution, The Fire Last Time (1968 and after), The Changing Working Class (co-autoria com Alex Callinicos), The Economics of the Madhouse e, lançado recentemente, A People’s History of the World, além de inúmeros ensaios e textos. A presente tradução é de autoria de Sérgio Domingues.

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A futura sociedade socialista

John Molyneux

Com a queda dos regimes do leste europeu a identificação do socialismo com a opressão e os cartões de racionamento tornou-se um senso comum. Este texto oferece uma visão do socialismo como uma sociedade cuja meta última é a liberdade real e a abundância para todos os indivíduos do planeta, essencialmente diferente, portanto, dos regimes comunistas que pereceram no leste europeu ou que ainda sobrevivem como é o caso da China, Cuba e Coréia do norte.

O texto recolhe uma coletânea de artigos escritos, nos anos 80, no jornal britânico Socialist Worker. Isso se reflete, às vezes, em alguns exemplos usados, bem como na referência ao stalinismo existente nos países do leste. Este fato não diminui a validade e validade de seu argumento no presente.

O texto foi traduzido para o português no Brasil nos anos 90.

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Antonio Gramsci: guia anticapitalista (portugués)

Chris Harman

Título original: “Gramsci versus Eurocommunism”
Primeira Edição: Londres, Junho de 1977.

[Castellano]

Introdução

Antonio Gramsci morreu há mais de 40 anos, em 27 de abril de 1937. Sua morte foi conseqüência de anos de maus-tratos nas prisões de Mussolini. Porém, de algum modo, ele sofreu mais infortúnios após a sua morte, pelas distorções de suas idéias por pessoas cujas posições nada tinham em comum com seus princípios socialistas revolucionários.

Gramsci foi um revolucionário profissional de 1916 até a sua morte. Por todo esse período ele insistiu sempre na necessidade de uma transformação revolucionária da sociedade através da derrocada do Estado capitalista.

Foi isso que o fez atuar como um jornalista em vários periódicos socialistas, na linha de frente daqueles que exigiam do Partido Socialista Italiano uma ação revolucionária na luta contra o capitalismo e contra a guerra, entre os anos 1916‑1918. Que o levou para o centro do movimento dos conselhos de fábrica de Turim em 1919 e 1920. Que o levou a sair do Partido Socialista Italiano em 1921 para estabelecer um Partido Comunista autenticamente revolucionário. Que o levou a dirigir este partido de 1924 a 1926. E que, finalmente, levou-o às prisões de Mussolini, onde tentou sob a forma de anotações — os famosos Cadernos do Cárcere — desenvolver suas próprias idéias sobre a sociedade italiana, a estratégia e a tática da luta pelo poder estatal, a construção do partido revolucionário e da imprensa revolucionária. Ele esperava que aquelas anotações pudessem fornecer algum subsídio a outros que tivessem os mesmos objetivos revolucionários. Todavia, seus escritos acabaram sendo apossados por aqueles que querem transformar o marxismo numa área de estudo acadêmica e não-revolucionária.

Isso foi possível, inicialmente, pela sistemática distorção das idéias de Gramsci pelo Partido Comunista Italiano (PCI). Seguir leyendo Antonio Gramsci: guia anticapitalista (portugués)